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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Vi: As vantagens de ser invisível

Aos 14 anos, em 1990, eu entrei no 1º ano do Científico - atual Ensino Médio - em uma escola no interior da Bahia. Aos 17, terminava o 3º ano aqui em Foz, tendo passado, nestes período, por 3 Estados e 5 escolas. Ou seja, eu passei o Científico sendo, em boa parte destes três anos, a aluna recém chegada, que não conhecia ninguém além da minha irmã.
Isso posto eu quero dizer que As vantagens de ser invisívelThe perks of being a wallflower, EUA, 2012 - me emocionou de diversas maneiras, inclusive por me identificar, neste ponto, com Charlie, o protagonista do filme.
Felizmente no Brasil, pelo menos nas escolas que estudei, ser calouro "só" te faz ser olhado com curiosidade ou ser ignorado; o que é fichinha perto de ser atormentado por veteranos, como sempre mostram os filmes estadunidenses. E Charlie - Logan Lerman - vivencia isso.
A história se passa entre 1991 e 1992, Charlie está começando o Ensino Médio depois de passar, no ano anterior, pelo suicídio do melhor amigo e por…

25 em 2013 - Livro 2: As aventuras de Pi

Pra começar, como já disse quando comentei o filme baseado no livro aqui, não gosto deste título As aventuras de Pi. Na verdade, quando lançado em  2001, o livro no Brasil tinha recebido o mesmo título do original: A vida de Pi, que eu acho muito melhor do que esse título com cara de aventura infantil. De qualquer forma, nem isso conseguiu tirar o meu encantamento com o livro de Yann Martel - mesmo que eu tenha riscado todos os As aventuras de Pi do livro e substituído por A vida de Pi.
A primeira vez que ouvi falar dele, foi quando começou a discussão sobre o livro de Yann Martel ser ou não um plágio do livro Max e os felinos, de Moacyr Scliar. Sobre o assunto, o próprio escritor gaúcho falou de forma muito elegante - veja aqui. Essa história toda me criou certa resistência inicial diante do livro mas, depois do filme, quis muito ver como era  história de Pi no papel. E me apaixonei pelo livro tão intensamente como me apaixonei pelo filme!
Bom, Pi - Piscine Molitor - Patel é um rapazin…

25 em 2013 - Livro 1: A casa das orquídeas

A minha história com este livro começou curiosa: uma colega de trabalho comentou dele comigo e, alguns dias depois, em uma escala de horas em São Paulo, resolvi fuçar na Livraria La Selva e gostei da capa do livro, gostei da sinopse - que me lembrou Rosamunde Pilcher, de quem já li trocentos livros - mas me interessei por um outro da mesma autora e resolvi comprá-lo depois de ver que custava R$ 29,90 e não os R$ 50 que eu imaginei. Na hora de passar no caixa, a moça me perguntou se eu sabia da promoção: se eu comprasse um outro livro com o mesmo preço, eu ganhava um desconto final na compra e, ao invés de R$ 59,80, pagaria R$ 39,90 pelo dois livros. Óbvio que me convenceu e aí peguei A casa das orquídeas, que comecei a ler ali mesmo.
A história se passa em dois tempos diferentes. O começo é com Julia Forrester, famosa pianista, sofrendo no interior da Inglaterra após a morte do seu marido e do seu filho pequeno. Ela abandonou tudo, se afastou da família e só quer saber de sofrer. Por u…

Auto-desafio de leitura: 25 em 2013

Gosto de ler. Fato.
O problema é que, há tempos, minhas leituras vinham escasseando e, no geral, eu vinha me atendo a livros mais didáticos - aff, isso no tempo da pós ainda! - ou espíritas para uso em palestras no "meu" Centro Espírita ou pras aulinhas de evangelização infanto-juvenil.
Ou ficava mesmo lendo outras coisas, que não livros, na internet. Legal com moderação mas trocentas notícias, trocentos blogs diversos não substituem um livro bom de papel!
Bom, aí resolvi que este ano, eu tenho que ler pelo menos 2 livros por mês. Daí arredondei pra 25 e coloquei isso como um auto-desafio. 
É muito? Eu acho que já teve épocas de ler muito mais. 
É pouco? É o que me proponho, no mínimo.
Na verdade não quero pensar como dois livros por mês, como algo que TENHO que fazer, contando pro final do ano. Quero conseguir manter esta meta mas não quero que ler deixe de ser prazeroso mesmo que, com a idade, e com a leitura frequente, eu tenho percebido que ando mais exigente com a qualidade d…

Vi: O exótico Hotel Marigold

Eis um filme pelo qual me apaixonei vendo um cartaz com propaganda do lançamento dele na Espanha, quando por lá estava em março. 
Não sei se foi o título, se foi por conta da Judi Dench, da Maggie Smith, do Dev Patel e outros atores conhecidos no cartaz ou pela clara alusão a algo acontecendo na Índia... Não sei, só sei que quis muito ver desde então até porque é o que chamo de meu tipo de filme: meio drama, meio comédia, fofo, elenco afiado e, ainda por cima, britânico!
Acabei assistindo O exótico Hotel Marigold(The best exotic Marigold Hotel, UK, 2011) só em outubro e foi tudo o que eu esperava!
No filme, sete idosos ingleses - intepretados por, entre outros, Judi Dench, Maggie Smith, Bill Nighy e Tom Wilkinson - vão para a Índia depois de se encantarem pela bela descrição do Best Exotic Marigold Hotel. Cada um deles enfrenta um problema: a recém-viúva que descobriu que o marido devia até "as cueca" - Dench - ; a racista que se recusa a ser atendida por um médico negro porque…

Novidade "filmística" no blog

Bom, além de que, depois de séculos, eu estou escrevendo - tratante, eu sei, eu sei :$ - a outra novidade é que, aqui do lado, há algum tempo tem uma listinha dos filmes que mais recentemente vi e, agora, eu vou colocar links lá dos filmes que comentei por aqui. Por exemplo: tem lá As aventuras de Pi e, clicando em cima, você vai pro que eu falei do filme.
Por enquanto só tem mesmo de Pi mas pretendo, tendo isso também como estímulo, comentar mais dos filmes vistos.
É coisinha até boba - eu que, provavelmente, não sabia que dava pra usar links lá - mas achei bacaninha comentar que foi feito. Espero que gostem ;)
Adiante, ainda esta semana, pretendo colocar os livros lidos, até porque é um auto-desafio que estou fazendo. Mas isto é assunto pro próximo post.

Vi: As aventuras de Pi

"Acredite no extraordinário".
Nunca fui de me ater muito a frases de cartazes de filmes e tals. Acho-as, no geral, bem fuleirinhas e genéricas, sem nada de especial a dizer.
No entanto, depois de ver As aventuras de Pi (Life of Pi, EUA, 2012) - como meu amigo Rubens diz: "só Deus na causa deste título brasileiro" tão "sessão da tarde"! - duas vezes e ler o livro, "acredite no extraordinário" é a frase perfeita e o pensamento que temos que ler diante desta história.
Eu sou entusiasta de muitos filmes! Uma vez minha irmã me acusou de nunca desgostar de filme algum, o que também não é verdadeiro, já que desgosto de vários! No entanto, meu entusiasmo por Pi é único, porque o filme é único!
Desde a cena de abertura, mostrando animais em um zoológico da Índia, tudo que vemos na tela é de encher os olhos de deslumbre! Eu sei que quem curte cinema se divide diante do 3D mas eu sinto por quem não pode ver o filme com esta tecnologia que deixa o filme quase p…

Alice Pyne

(Alice e Mabel, sua labrador, há uns 2 anos)

Em 2010 ou 2011, li uma matéria sobre Alice Pyne. Inglesa, 14 ou 15 anos, ela tinha linfoma de Hodgkin e, àquela altura, tinha descoberto que não havia mais o que ser feito. Ao invés de se entregar à morte - coisa que ninguém pude condenar ser feito por quem se descobre morrendo - Alice resolver criar uma campanha para conseguir mais e mais doadores de medula óssea e fez também uma "bucket list", uma lista com seus últimos desejos antes de morrer. Ali eram encontradas coisas tão diversas como conhecer os carinhas do Take That, nadar com tubarões, ganhar um Ipad roxo e ter uma sessão de fotos com a irmã e as melhores amigas. Em seu blog ela falava dos desejos já realizados e do seu dia-a-dia, das coisas boas e das ruinzinhas.
Alice fez várias coisas buscando dar conforto e alegria pra outras crianças e jovens com câncer, teve a idéia de proporcionar a essas crianças a possibilidade de descanso em um lugar bacana, arrecadou dinheiro …